Como visitar a Cisterna da Basílica, em Istambul: como driblar as filas, o percurso entre as colunas e as cabeças de Medusa, dicas de fotografia e como combinar com a Santa Sofia.
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A Cisterna da Basílica é um reservatório subterrâneo do século VI no bairro de Sultanahmet, em Istambul, construído sob o imperador Justiniano I, com centenas de colunas de mármore emergindo de águas rasas e duas cabeças de Medusa esculpidas servindo de base para colunas. Reserve cerca de 30 a 45 minutos lá dentro, reserve ou compre os ingressos pelo canal oficial e vá cedo ou à noite para evitar as filas mais longas.
Conhecida em turco como Yerebatan Sarnıcı, a “cisterna submersa”, fica do outro lado da rua da Santa Sofia, por isso se encaixa naturalmente num dia na cidade antiga. Da rua, você vê apenas um pequeno prédio de entrada; embaixo, um vasto salão de colunas se abre sob luz baixa, com passarelas sobre a água e o som de gotas por todos os lados. É um lugar cheio de atmosfera em Istambul, e basta uma visita curta para apreciá-lo.
Este guia aborda o planejamento prático, o percurso pela cisterna, o que observar, os melhores horários para ir e como combiná-la com os marcos próximos.
Planejando a visita
Localização
Sultanahmet, em frente à Santa Sofia
Construção
Século VI, sob Justiniano I
Tempo a reservar
Cerca de 30 a 45 minutos
Melhor horário
Na abertura ou à noite
Combine com
Santa Sofia, Mesquita Azul, Hipódromo, Palácio de Topkapi
Ingressos e filas
As filas na entrada podem ser longas, principalmente do fim da manhã até a tarde na alta temporada. Consulte o site oficial do local para saber os ingressos atuais, os horários de funcionamento, eventuais sessões noturnas e as opções de reserva. Os preços e as condições para visitantes estrangeiros podem mudar, então confirme perto da data da visita. Se você estiver num tour guiado, verifique se a entrada está incluída ou se será preciso esperar numa fila separada.
Como chegar
A cisterna fica a uma curta caminhada da parada de bonde de Sultanahmet e das outras principais atrações da cidade antiga. A entrada é fácil de não notar, um prédio modesto perto da esquina da praça voltada para a Santa Sofia; procure a fila.
O que esperar lá embaixo
Você desce uma escada do nível da rua até um espaço fresco, na penumbra e úmido. A temperatura é agradável num dia quente, mas o ar pode parecer úmido. As passarelas ficam elevadas sobre a água e podem estar um pouco escorregadias, então use calçados com boa aderência. Se você se sente desconfortável em espaços subterrâneos fechados, pense nisso antes de comprar o ingresso.
Um pouco de história
A cisterna foi construída na década de 530, durante o reinado de Justiniano I, para armazenar água para o Grande Palácio e a região em volta de Constantinopla. A água chegava de fontes fora da cidade por aquedutos e era guardada aqui para uso em tempos de escassez ou cerco. O nome vem da Stoa Basilica, um grande edifício público que existiu no local, acima dela.
Muitas das colunas foram reaproveitadas de construções mais antigas, o que explica por que os estilos variam. Após a conquista otomana de 1453, a cisterna continuou a abastecer de água por algum tempo, mas foi sendo esquecida por boa parte da cidade. Foi redescoberta por viajantes europeus no século XVI, que souberam que moradores tiravam água, e às vezes pegavam peixes, por buracos nos porões de suas casas.
Nos tempos modernos, foi restaurada várias vezes. A restauração mais recente e mais importante, concluída em 2022, melhorou as passarelas e a iluminação e trouxe instalações de arte. Ela também apareceu no filme de James Bond de 1963, Moscou contra 007.
Um percurso pela cisterna
O percurso de visita segue passarelas pelo salão de colunas, normalmente em circuito. Enquanto caminha, tenha estes pontos em mente.
O salão de colunas
A cisterna abriga 336 colunas, cada uma com cerca de nove metros de altura, dispostas em 12 fileiras de 28. Elas sustentam abóbadas de tijolo que carregam a rua acima. Pare perto da entrada e olhe ao longo das fileiras; a repetição, refletida na água, dá ao espaço a sua escala. A iluminação muda o clima conforme você caminha, e o fundo do salão se perde na sombra.
A Coluna das Lágrimas
Em certo ponto do trajeto, procure uma coluna esculpida com um padrão de olhos ou de gotas, muitas vezes chamada de “olho de galinha” ou “coluna que chora”, porque costuma estar úmida. O padrão lembra um desenho de colunas de um monumento da era romana em outro ponto da cidade. Você pode ver visitantes tocando nela para dar sorte.
As cabeças de Medusa
No canto mais distante da cisterna, duas bases de coluna são esculpidas com a cabeça de Medusa, uma colocada de lado e outra de cabeça para baixo. Quase certamente foram reaproveitadas de uma construção romana mais antiga. Muitas histórias tentam explicar a posição delas, mas não há evidência firme para nenhuma; a explicação mais simples é que os construtores posicionaram os blocos para encaixar nas bases das colunas. Costuma ser o ponto mais cheio da cisterna, então tenha paciência.
A volta
No caminho de volta, olhe o salão de uma perspectiva mais ampla, a partir de um trecho mais tranquilo da passarela. Ver muitas fileiras de uma só vez une a engenharia e a atmosfera.
O que observar
A variedade de colunas: muitos capitéis são jônicos ou coríntios, e algumas colunas são lisas enquanto outras são esculpidas, sinal de reaproveitamento de construções diferentes.
Os peixes: carpas vivem na água rasa, e muitas vezes dá para vê-las se movendo entre as colunas.
As abóbadas de tijolo: olhe para cima, para o aparelho de tijolos em espinha de peixe, que sustenta o peso da rua acima.
O nível da água: hoje é mantido raso, mas a cisterna já guardou um volume enorme de água para a cidade.
As instalações de arte: obras de arte contemporânea podem ser colocadas pela cisterna; elas mudam com o tempo.
Dicas de fotografia
A luz baixa torna a fotografia um desafio. Os celulares geralmente funcionam bem no modo noturno; fique firme ou apoie-se num corrimão. Confira as regras atuais sobre tripés, flash e outros equipamentos antes da visita, pois as restrições são comuns em locais históricos movimentados. Evite bloquear a passarela enquanto fotografa, principalmente perto das cabeças de Medusa, onde o espaço é apertado.
Combinando a cisterna com Sultanahmet
A cisterna faz parte da península histórica de Istambul, uma área Patrimônio Mundial da UNESCO, e fica a uma distância que se faz a pé de vários outros grandes marcos:
Santa Sofia: a igreja do século VI, depois mesquita, bem do outro lado da rua, construída na mesma época sob Justiniano.
A Mesquita Azul: a Mesquita do Sultão Ahmed, famosa pelos seis minaretes e pelos azulejos azuis.
O Hipódromo: o antigo local de corridas de bigas, hoje uma longa praça com monumentos antigos, entre eles um obelisco egípcio de Tutmés III.
Palácio de Topkapi: o palácio dos sultões otomanos, a poucos minutos a pé.
Cisterna de Teodósio (Şerefiye): uma cisterna bizantina menor e mais tranquila nas proximidades, também aberta à visitação.
Um bom plano para o primeiro dia na cidade antiga é a Santa Sofia cedo, depois a Mesquita Azul, o Hipódromo e a Cisterna da Basílica, deixando o Palácio de Topkapi para outra manhã. Trate os ingressos e as regras de visita de cada local separadamente e lembre que as mesquitas fecham para visitantes nos horários de oração.
Incluindo Istambul numa viagem ao Egito
Viajantes da Nourbelle costumam combinar Egito e Turquia, voando entre o Cairo e Istambul. Se você vai juntar os dois, reserve pelo menos três dias em Istambul para conhecer a cidade antiga sem pressa. Ver o obelisco de Tutmés III no Hipódromo, depois de visitar os templos de Karnak, em Luxor, onde obeliscos semelhantes ainda estão de pé, é uma boa ligação entre os dois países. Comece pelos nossos tours pelo Egito ou cruzeiros pelo Nilo e depois diga quantos dias de Istambul você quer.
Perguntas frequentes
O que é a Cisterna da Basílica?
É um reservatório subterrâneo do século VI em Istambul, construído sob o imperador Justiniano I para armazenar água para a cidade. Hoje é visitada pelo salão de colunas, pelos reflexos e pelas bases esculpidas com cabeças de Medusa.
Quanto tempo leva a visita?
A maioria dos visitantes passa de 30 a 45 minutos lá dentro. Reserve um tempo extra para a fila, que pode ser longa na alta temporada.
Por que há cabeças de Medusa na cisterna?
Dois blocos esculpidos reaproveitados, que mostram Medusa, servem de base de coluna. Provavelmente foram retirados de uma construção romana mais antiga e, embora muitas histórias expliquem a posição de lado e de cabeça para baixo, não há evidência firme para nenhuma delas.
A Cisterna da Basílica é a mesma coisa que a Santa Sofia?
Não, são marcos separados, um em frente ao outro, do outro lado da rua. A cisterna foi construída para armazenar água, enquanto a Santa Sofia foi uma grande igreja e depois uma mesquita.
É adequada para crianças ou para viajantes com mobilidade reduzida?
As crianças costumam gostar da atmosfera e dos peixes. O acesso envolve escadas e passarelas elevadas, então viajantes com mobilidade reduzida devem verificar com o local as condições de acessibilidade atuais antes da visita.
Onde posso conferir ingressos e horários de funcionamento?
Use o site oficial do local para saber os horários atuais, as opções de ingresso e eventuais sessões noturnas. Confirme perto da data da visita, pois as condições mudam.
Planeje com a Nourbelle
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