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O Palácio da Bahia é um palácio do final do século XIX, no sul da medina de Marrakech, construído para os grão-vizires dos sultões marroquinos e conhecido por seus pátios, tetos de cedro pintado, gesso esculpido e azulejos zellige. Reserve cerca de uma hora lá dentro, vá na hora da abertura ou no fim do dia para evitar os grupos mais cheios e combine a visita com o Palácio El Badi, o Mellah e os Túmulos Saadianos, ali perto.
O nome Bahia costuma ser traduzido como "brilho" ou "beleza", e o palácio faz jus a ele. Foi construído em etapas na segunda metade do século XIX, primeiro para o vizir Si Moussa e depois, em escala muito maior, para seu filho Ba Ahmed, que foi grão-vizir e governou de fato o país durante o início do reinado de um jovem sultão. O que se visita hoje é uma sequência de pátios, salas de recepção e jardins, e não um único grande edifício, e boa parte do seu encanto está em passar de um para o outro.
Este guia trata do lado prático: como planejar a visita, o melhor percurso pelo palácio, o que observar, como escolher o horário e com o que combiná-lo na medina.
Planejando sua visita
Localização
Sul da medina de Marrakech, perto do Mellah e da Place des Ferblantiers
Construção
Segunda metade do século XIX
Tempo necessário
De 45 minutos a 1,5 hora
Melhor horário
Hora da abertura ou final da tarde
Combine com
Palácio El Badi, Mellah, Túmulos Saadianos, Dar Si Said
Confira os horários de funcionamento, a forma de compra de ingressos e as regras de visitação em fontes oficiais antes de ir, porque podem mudar, e algumas salas podem estar fechadas para conservação. Se você faz um passeio guiado pela medina, confirme se a entrada no palácio está incluída; muitos passeios a pé apenas passam do lado de fora.
Como chegar
O palácio fica no sul da medina, a uma distância que se faz a pé de Jemaa el-Fnaa, cerca de 15 a 20 minutos caminhando por ruas movimentadas. Os táxis podem deixar você perto da entrada. As vielas ao redor do palácio são estreitas, então espere caminhar o último trecho.
Um percurso pelo palácio
Os visitantes seguem um caminho definido pelo palácio. Embora o trajeto exato possa variar com obras de conservação e com a gestão de visitantes, a sequência geralmente passa por estas áreas.
O jardim de entrada e as passagens
Você entra por um longo caminho no jardim, sombreado por árvores, que leva a uma série de passagens. Repare como os corredores fazem curvas e se estreitam antes de se abrir nos pátios. Esse arranjo controlava a circulação e a privacidade e dá a cada pátio um momento de surpresa.
O pequeno riad e as salas de recepção
Um dos primeiros destaques é um pátio-jardim menor, com laranjeiras, fontes e salas ao redor. Olhe para cima, para os tetos de cedro pintado e esculpido, e depois para baixo, para os padrões de azulejos nas paredes inferiores. O contraste entre as salas frescas e sombreadas e o pátio luminoso faz parte do projeto.
O grande pátio
O maior espaço aberto do palácio é um vasto pátio pavimentado de mármore e azulejos, cercado por uma galeria de madeira. É um dos espaços mais fotografados de Marrakech e, no meio do dia, pode parecer muito claro e quente. Caminhe pela galeria em busca de sombra e de vistas melhores do espaço.
Os aposentos
Ao redor dos pátios ficam salas associadas à vida doméstica, incluindo suítes que a tradição associa às esposas e concubinas do vizir. Alguns dos tetos mais ricamente decorados estão nessas salas. Vá devagar aqui, pois os detalhes passam despercebidos quando as multidões circulam.
O grande riad
Um grande pátio-jardim, plantado com árvores e arbustos, cortado por caminhos e cercado por salas de recepção, leva a visita a um final mais calmo. É um bom lugar para uma pausa antes de sair.
O que observar
O cedro pintado
Os tetos estão entre os destaques do palácio. Procure desenhos geométricos e florais pintados na madeira de cedro, muitas vezes em vermelhos, verdes e dourados profundos. Alguns tetos são planos, outros são em caixotões ou em cúpula.
O gesso esculpido
Delicados estuques esculpidos emolduram portas, arcos e a parte superior das paredes. Olhe de perto os padrões repetidos, que muitas vezes incluem caligrafia, além de formas geométricas e vegetais.
Os azulejos zellige
As paredes inferiores são cobertas de zellige, mosaicos feitos de pequenos azulejos esmaltados cortados à mão e dispostos em padrões geométricos. Compare os padrões de sala em sala; nenhum espaço é exatamente igual ao outro.
Luz e sombra
O palácio foi projetado para o clima de Marrakech. Os pátios levam luz e ar às salas, fontes e plantas refrescam o espaço e paredes grossas mantêm os interiores agradáveis. Repare como a luz muda quando você passa do pátio para a sala.
Os artesãos por trás dele
O palácio foi obra de artesãos de todo o Marrocos, incluindo marceneiros, gesseiros e cortadores de azulejos, cujos ofícios ainda são praticados na medina hoje. Depois da visita, observe as oficinas dos souks próximos, onde muitas vezes se veem as mesmas técnicas em uso: entalhar cedro, cortar azulejos à mão ou modelar lanternas de metal. Isso faz a decoração que você acabou de ver parecer bem menos distante.
Quando visitar
O Palácio da Bahia é uma atração popular de Marrakech, e os grupos de turistas costumam chegar no meio da manhã. Chegue na hora da abertura ou no fim da tarde para uma visita mais tranquila e uma luz mais suave nos pátios. A primavera e o outono são as estações mais agradáveis em Marrakech; o verão pode ser muito quente, e os pátios abertos oferecem pouca sombra ao meio-dia. Os dias de inverno costumam ser agradáveis, embora as manhãs possam ser frescas.
Combinando o Palácio da Bahia com atrações próximas
O palácio fica numa área repleta de outros sítios históricos, o que facilita montar um roteiro a pé de meio dia.
Palácio El Badi: As ruínas de um vasto palácio saadiano do século XVI, muito diferente do Bahia. Enquanto o Bahia é ornamentado e intacto, o El Badi é uma ruína dramática, com enormes pátios e jardins rebaixados. Os dois são sítios separados, com ingressos separados.
O Mellah: O histórico bairro judeu, bem ao lado do palácio, com seu mercado de especiarias, antigas sinagogas e o Cemitério Judaico de Miaara.
Os Túmulos Saadianos: O ornamentado mausoléu da dinastia saadiana, a uma curta caminhada, ao lado da Mesquita da Kasbah.
Dar Si Said: Uma residência do século XIX, ali perto, que hoje abriga um museu; confira o que está em exibição antes de ir.
Place des Ferblantiers: Uma pequena praça com artesãos de metal e fabricantes de lanternas, boa para uma pausa.
Um percurso confortável é o Palácio da Bahia cedo, depois o Mellah, o Palácio El Badi e os Túmulos Saadianos, terminando com almoço perto de Jemaa el-Fnaa.
Dicas práticas
Chegue cedo: É a forma mais simples de evitar multidões.
Use calçados confortáveis: Os pisos podem ser irregulares, e você vai caminhar pela medina inteira.
Leve água: Principalmente no verão.
Fotografia: Confira as regras atuais antes de tirar fotos e seja atencioso nas salas movimentadas.
Acessibilidade: O palácio é quase todo em um único nível, mas há soleiras e algumas superfícies irregulares. Confira as informações atuais de acesso se você tem necessidades de mobilidade.
Guias: Um guia licenciado pode explicar a história e a decoração. Guias não oficiais às vezes abordam os visitantes perto da entrada; recuse com educação se você não contratou um.
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Perguntas frequentes
Onde fica o Palácio da Bahia?
Fica na parte sul da medina de Marrakech, perto do Mellah e a uma distância que se faz a pé de Jemaa el-Fnaa. Os táxis podem deixar você perto da entrada, mas espere caminhar o último trecho.
Quanto tempo você deve dedicar ao Palácio da Bahia?
A maioria dos visitantes passa cerca de uma hora. Reserve até uma hora e meia se você gosta de arquitetura, fotografia ou de estudar a decoração de perto.
O Palácio da Bahia é o mesmo que o Palácio El Badi?
Não, são sítios separados. O Bahia é um palácio intacto do século XIX, com interiores ornamentados, enquanto o El Badi é a ruína de um palácio saadiano do século XVI. Ficam próximos e formam uma boa combinação.
Qual é o melhor horário para visitar?
Chegue na hora da abertura ou no fim da tarde para evitar os grupos de turistas mais cheios. A manhã bem cedo também dá uma luz mais suave para fotografias.
O Palácio da Bahia é acessível para viajantes com mobilidade reduzida?
Boa parte da visita é em um único nível, mas há soleiras e superfícies irregulares. Confira as informações atuais de acesso antes da visita.
Um passeio a pé pela medina inclui a entrada no Palácio da Bahia?
Nem sempre. Alguns passeios apenas passam pelo palácio, enquanto outros incluem uma visita ao interior. Confira o roteiro e o que está incluído nos ingressos antes de reservar.
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